quinta-feira, 21 de abril de 2011

Central de Tratamento de Resíduos do Rio de Janeiro



Atualmente, no Brasil, a Central de Tratamento de Resíduos (CTR) é a solução mais segura, moderna e eficiente para tratar resíduos sólidos, domiciliares e de grandes geradores. Uma Central é formada por um conjunto de tecnologias integradas em diferentes unidades de tratamento capazes de promover o gerenciamento completo dos diversos tipos resíduos, evitando a poluição e minimizando os impactos ambientais e sociais.

A CTR da Ciclus vai receber os resíduos dos municípios de Seropédica, Itaguaí e do Rio de Janeiro. A Central é composta por: aterro sanitário bioenergético, estação de tratamento de chorume para transformação em água de reuso, unidades de beneficiamento de entulho da construção civil e de podas de árvores, viveiros de mudas de espécies nativas da Mata Atlântica, laboratórios e centro de educação ambiental, arte e cidadania. Destaque para a estação de captação e tratamento de biogás para geração de energia limpa, combustível e insumos para indústrias.

Com infraestrutura e conhecimento, a CTR da Ciclus promove a transformação de resíduos em energia limpa e renovável e soluciona um dos maiores problemas ambientais do Estado do Rio de Janeiro com o encerramento do Aterro Metropolitano de Gramacho e o fechamento e recuperação ambiental dos lixões de Seropédica e Itaguaí. Sua busca constante por soluções inovadoras atrai investimentos na ampliação das indústrias já existentes e na chegada de outras, gerando mais empregos, valorização do município e crescimento sustentável.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Bactérias mineradoras

Montanhas de minérios processados acumulam-se junto a minas de ouro, níquel, cobre. São restos de mineração, ainda com algum teor dos metais nobres, mas tão baixo que não vale a pena tentar extrair pelos processos químicos convencionais. E continuariam assim, como meros resíduos, se não fosse por duas espécies de bactérias mineradoras – Acidithiobacillus ferrooxidans e Acidithiobacillus thiooxidans – isoladas pelo pesquisador Oswaldo Garcia Junior, do Instituto de Química de Araraquara da Universidade Estadual Paulista (IQ/AR-Unesp), no interior de São Paulo.

Garcia Jr. coletou estas bactérias em Minas Gerais, no Paraná e na Bahia, em ambientes minerais. Passou a cultivá-las em laboratório, como auxiliares em processos de biohidrolixiviação, ou seja, na recuperação de metais por oxidação e solubilização com ajuda de seres vivos. O pesquisador faleceu recentemente, mas sua esposa, Denise Bevilaqua, doutora na mesma especialidade, assumiu a coordenação do Departamento de Bioquímica e Química Tecnológica e dá prosseguimentos às pesquisas, com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

“Dependendo da matriz mineral é possível recuperar tudo. É o caso do níquel: as bactérias ajudam a extrair até 100%”, afirma Denise. “Quando o teor do metal é alto, compensa usar os processos tradicionais, mas muitas reservas estão se esgotando e as minas estão cheias de minérios de baixos teores. Aí a biolixiviação é mais indicada. Ou quando o metal vale muito, como o ouro, que já é extraído comercialmente com micro-organismos a partir de resíduos, em Minas Gerais”. 

O trabalho de “repescagem” de metais realizado pelas bactérias mineradoras é barato, de fácil aplicação e manutenção, não tem gasto energético, não envolve queima e não emite gases. Porém é preciso fazer uma adaptação para cada tipo de minério, assegurando um ambiente ótimo no qual as bactérias possam proliferar. “Às vezes precisamos tornar o meio mais ácido, às vezes mais básico, por isso primeiro fazemos testes em laboratório, colocando as bactérias diante dos minerais e avaliando quanto elas são capazes de solubilizar. Depois vamos para as colunas de minerais, ainda em laboratório, para observar o metabolismo, medir a oxidação e estudar os resíduos com raios-X. Só então passamos para projetos semi-piloto e piloto”, explica Denise, atualmente encarregada de resolver o complicado caso da calcopirita, um minério de cobre de interesse da Vale, empresa parceira neste projeto de estudos.

A melhor parte da história é que as tais bactérias mineradoras também servem para extrair metais pesados de resíduos perigosos, transformando-os em materiais inertes. A experiência já foi realizada pela equipe de Araraquara com lodo de esgoto contaminado. Após uma semana a dez dias de tratamento com as bactérias, o lodo fica livre desses contaminantes e pode até ser usado na agricultura, em lugar de ser destinado a aterros com isolamento. 

“Os testes demonstraram ser factível esse tratamento do resíduo de esgoto”, confirma a pesquisadora. Da mesma forma, micro-organismos mineradores podem retirar qualquer traço de metais pesados das pilhas e baterias, que então se tornariam resíduos inertes e poderiam ser descartadas no lixo comum. “No Brasil ainda não temos esta linha de pesquisa com pilhas, mas a Argentina já explora a possibilidade”, acrescenta.

Fonte: Planeta Sustentável

terça-feira, 8 de março de 2011

Engenheiro aproveita calor humano para suprir energia em edifício


Como os preços da energia estão subindo, as soluções criativas para reduzir os gastos e aproveitar os recursos disponíveis estão sendo explorados por várias empresas. Os engenheiros da Jernhusen, companhia imobiliária que detém a Estação Central de Estocolmo, descobriram uma nova maneira de capturar e usar o calor humano.
 
O plano consiste em capturar a energia gerada pelo calor dos corpos por meio de receptores instalados por toda a movimentada estação. Os engenheiros utilizam trocadores de calor no sistema de ventilação, para transferir o excesso de calor corporal para a água e depois bombeá-la para um prédio de escritórios anexados à estação fornecendo-lhe um aquecimento eficaz e ambientalmente correto.

A Estação Central na Suécia é a maior e mais movimentada estação ferroviária da Europa setentrional, com quase 250 mil passageiros por dia. Todos os corpos em movimento geram calor excessivo no edifício, apesar do clima frio. O processo pode reduzir o custo energético do edifício em até 25%.

"As pessoas agora estão começando a pensar sobre as redes de distribuição urbana de calor em todos os lugares", diz Doug King, um consultor especializado em inovação de design e desenvolvimento sustentável na construção civil.

"Esta é uma tecnologia antiga, que está sendo usada de uma maneira nova. A única diferença aqui é que temos compartilhado a energia entre dois edifícios diferentes ", diz Klas Johansson, que é um dos criadores do sistema e chefe de divisão ambiental da Jernhusen.

Esta solução criativa de Jernhusen nos lembra que há muitas fontes disponíveis de energia que podem reduzir os custos e reduzir os impactos ambientais.

A obra custará um bilhão de euros e tem conclusão prevista para junho de 2012.

Fonte: Ciclo Vivo